domingo, 9 de novembro de 2014

Dicas para um projeto de iluminação






http://www.dimero.com.br/dicas_arquitetos/pdf/dicas_projeto_iluminacao.pdf

a

Dicas para um
projeto de iluminação
Um bom projeto luminotécnico deve levar em conta basicamente duas coisas: o uso do espaço e tudo o que
queremos valorizar nele.
Num living, por exemplo, uma iluminação equilibrada deve mesclar uma luz geral e difusa para a
execução de tarefas
-
como a do lustre sobre a mesa de jantar
-
com outras mais focadas
-
na mesa de
centro, numa escultura ou num quadro na parede. Isso signifi
ca pelo menos três circuitos independentes
(na sala da foto, de 58 m², o arquiteto usou oito circuitos). Os novos sistemas de automação e
dimerização permitem fazer combinações entre os circuitos, graduar a intensidade das lâmpadas e,
assim, criar uma vari
edade de cenas para diferentes usos. São tantos os recursos tecnológicos a nossa
disposição que é necessário a ajuda de um especialista. A boa notícia é que a maioria das lojas do ramo
conta com arquitetos e light designers preparados para orientar o clien
te.
Cenas personalizadas
As paredes que separavam estar e jantar desta sala vieram abaixo e o projeto de iluminação ajudou a
integrar os ambientes. O arquiteto Marcelo Rosset criou cenas com atmosferas distintas e usou um
sistema de automatização da Scena
rio.
1. Spots quadrados com dicróicas iluminam a parede, que rebate a luz para a sala. “Dirigir a luz para a
parede é uma boa maneira de obter uma luz difusa”, diz Rosset.
2. As mesas de centro ganham destaque por meio de focos de luz concentrados das
lâmpadas AR 70,
instaladas em luminárias metálicas presas à laje.
3. Criado por Rosset em parceria com a Bertolucci, o lustre emana uma luz difusa para o jantar.
Arandelas com dicróicas embutidas na parede criam uma luz indireta.
4. Como contraponto à luz
difusa do lustre e das paredes, lâmpadas AR 70 com facho de luz bem
fechado destacam o aparador no ambiente de jantar.
5. No bar, lâmpadas halógenas atrás do painel de acrílico viram um fundo iluminado para as garrafas. Do
outro lado da estante, spots embu
tidos destacam os objetos.
6. Em frente à estante do home theater, o circuito com três dicróicas é aceso na hora de escolher o DVD
e arrumar as prateleiras. É a chamada luz de serviço.
7. Instaladas na sanca, mangueiras de luz incandescente distribuem uma
iluminação uniforme e
amarelada que acentua os diferentes planos do forro de gesso.
8. Na sala de jantar, duas paredes opostas recebem os fachos concentrados e brilhantes de lâmpadas
dicróicas e refletem a luz para o ambiente de maneira uniforme.
Cenas d
iferentes com um simples toque
Moradora de um loft em São Paulo, a arquiteta Consuelo Jorge ressalta a praticidade que a automação
do sistema de iluminação oferece. "Da cabeceira da minha cama, desligo a luz de toda a casa", afirma.
Mas do que ela gosta me
smo é a versatilidade do equipamento ao criar climas de acordo com seu humor
e sua necessidade. "Uma das minhas cenas preferidas, que eu chamo de 'jantar à luz de velas', acende
as luminárias do jardim e poucas luzes na sala", explica. Sem dúvida, a maior
vantagem desse tipo de
automação é oferecer comodidade ao usuário, que pode mudar o clima do ambiente com apenas um
toque. "Ao pressionar o botão do teclado ou controle remoto, ele estará acionando, de uma só vez,
conjuntos de lâmpadas que correspondem a c
ircuitos específicos", explica João Jorge Gomes, da
Scenario, empresa especializada no assunto. Segundo o light designer Rodrigo Jardim, da Synapse, a
automação é uma grande aliada na criação de um projeto em conformidade com a personalidade do
morador. "É
como se fôssemos diretores de cena de um teatro", explica. Outra vantagem do controle
automatizado é que ele regula a intensidade de luz das lâmpadas (dimerização) e assim economiza
energia. A desvantagem fica por conta do elevado custo do equipamento. "A
lém disso, a automação não
é muito útil em apartamentos pequenos, com poucos circuitos", explica o arquiteto Gilberto Franco. Nesse
caso, ele recomenda o dimmer simples como um recurso para multiplicar os efeitos de luz nos ambientes.
Este painel de automação da
Lutron, chamado Graphic Eye
3000, permite dividir a
iluminação de um ambiente
em até seis circuitos, que,
combinados entre si, criam 16
cenas diferentes. Uma programação especial faz a troca de cenas lentamente (e
m até uma hora) para
que as pessoas não percebam a mudança de maneira brusca.
Dicas para economizar energia
Dispositivo que permite controlar a intensidade de luz, o dimmer
reduz o consumo de energia e, de
quebra, aumenta a durabilidade da lâmpada. "Os modelos eletrônicos permitem uma economia ainda
maior", explica Cláudia Garcia, da Delmak, empresa que comercializa a marca americana Lutron
(especializada em automação e dime
rização). A escolha de lâmpadas também influencia
o consumo. As
fluorescentes consomem, em média, 80% menos que as incandescentes. "Por isso, devem ser
empregadas em ambientes onde a luz fica acesa mais de quatro horas por dia, como áreas de serviço",
expl
ica Marc Vam Riel, da La Lampe. Para Marc, em áreas sociais, como salas de estar, usadas por
poucas horas durante a semana, as lâmpadas fluorescentes podem ser evitadas. "Sua reprodução de
cores é inferior à das halógenas e incandescentes", acrescenta. Enc
ontrado apenas nas fluorescentes
compactas, o selo Procel Inmetro, colado no cartucho da lâmpada, reconhece que o produto é econômico
e tem um padrão de eficiência aprovado pela Cepel (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica).
De olho nas lâmpadas
As prateleiras das lojas expõem uma variedade incrível de modelos. Todos eles, porém, pertencem a uma
das três famílias: incandescentes (as mais comuns), fluorescentes (as mais econômicas) e halógenas (as
mais sofisticadas).
Fluorescente
-
A grande desvantagem é que não reproduz as cores com fidelidade, mesmo as de luz
quente. A vantagem está na economia de energia e na durabilidade. O formato do bulbo pode ser tubular,
redondo ou aspiral.
Incandescente
-
Gera luz com base
no aquecimento de um filamento de tungstênio e conta com
diferentes formatos de bulbo. Reproduz as cores com total fidelidade, porém consome muita energia e
perde a eficiência com o tempo.
Dicróica
-
Tipo de halógena dotada de um refletor que joga o cal
or para trás, por isso produz luz mais
brilhante. Com facho de luz concentrado (ângulos entre 20 e 60 graus), forma um halo sombreado na
parede.
Halógena
-
Tipo de incandescente com gás halógeno que melhora sua performance e durabilidade
(duram duas veze
s e meia a mais que as incandescentes comuns). Pode ter a base do tipo bipino (como
na ilustração) ou de rosquear.
Halógena palito
-
Lâmpada de alta potência (200, 300 ou 500 W) usada em luminárias que direcionam a
luz para o teto, criando uma suave penu
mbra. Produz muito calor e nunca deve ser usado para iluminar
obras de arte.
Halógena AR
-
O facho definido (com ângulos entre 4 e 24 graus) torna esta lâmpada ideal para destacar
objetos especiais e obras de arte. Um contra
-
refletor envolve a cápsula e
reduz o ofuscamento.
Halógena PAR
-
Assim como a dicróica, tem superfície refletora que melhora a performance. A diferença
é o vidro grosso e pontilhado, que enfatiza o brilho da luz. Os modelos PAR 20 ou PAR 30 diferem no
tamanho e na potência.
Efeitos
especiais
Alguns efeitos básicos combinados garantem uma boa iluminação e trazem
conforto sem que o morador
se dê conta. "O melhor projeto de iluminação é
aquele em que nem parece existir um projeto", diz Ricardo
Heder, da Reka.
Luz para cima (Uplight
)
-
Este efeito é ótimo para criar a luz geral numa sala ou num quarto. Um ou mais
pontos de luz jogam a luminosidade para o teto, que deve ser pintado de branco. Ele, por sua vez, reflete
a luz para todo o ambiente, criando um efeito degradê nas paredes.
Luz para baixo (downlight)
-
Lâmpadas halógenas de foco fechado no teto são direcionadas para os
elementos que se quer destacar. Para acertar o alvo, deve
-
se fazer um cálculo geométrico levando em
conta o pé
-
direito e o ângulo do facho de luz da lâmpada.
Luz nas paredes (wallwash)
-
Aqui também é necessário fazer uma equação, acrescentando uma variável: a
distância da lâmpada à parede. A intenção é valorizar uma das paredes e criar um efeito em que a luz vai
esmaecendo

o nome sugere que a luz lava a
parede de cima para baixo.



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