Lâmpadas led e suas variações
Foi-se o tempo em que escolher uma lâmpada era tarefa simples. O
consumidor encontrava um exemplar com a voltagem e potência certas,
testava e pronto. Quem leva a iluminação de ambientes minimamente a
sério sabe que os tempos mudaram.
E como mudaram.
Hoje, existem centenas de variedades de lâmpadas. Há muito terreno para ser explorado neste campo.
A verdade é que a iluminação elétrica é uma atividade recente para o ser
humano: 65 séculos de luz natural contra apenas 100 anos de iluminação
elétrica. Por isso, elaboramos um resumo básico para o iluminador
iniciante sobre os principais tipos de lâmpadas para você não se perder
quando seu arquiteto mencionar palavrões como “halógenas” e “dicróica”.
Incandescentes
São os modelos mais antigos, inventados há 100 anos por Thomas Edison e
que irão entrar em desuso nos próximos anos. Nesse modelo, a luz é
gerada pela corrente elétrica acionada em um filamento de tungstênio
dentro de um bulbo de vidro preenchido com gás inerte. Quando a
eletricidade passa pelo filamento, os elétrons se chocam com átomos de
tungstênio e a energia se transforma em luz e calor.
Tem alto consumo e produzem mais calor se comparadas às lâmpadas
fluorescentes. Sua durabilidade está associada à quantidade de tempo que
permanecem acesas – o filamento gasta enquanto está ligado – e não à
quantidade de vezes que é ligada. A grande vantagem das lâmpadas
incandescentes é o baixo custo.
Halógenas
Semelhante às incandescentes, mas consideradas mais eficientes porque
duram mais – apesar do consumo de energia ser muito parecido. Na
prática, é possível dizer que as halógenas são uma evolução das lâmpadas
incandescentes e não um tipo diferente.
Vêm conquistando popularidade – principalmente espaços comerciais –
devido à versatilidade e ao tamanho reduzido, permitindo mais
criatividade na composição de ambientes.
Com maior controle do foco da luz, são a melhor solução para quem busca
iluminação para objetos específicos, como quadros e objetos expostos.
Apesar de mais duráveis, os custos ainda são bem altos.
A curiosidade é que não se pode tocar no bulbo das halógenas. Como são
feitos de quartzo para suportar a alta temperatura provocada pelos gases
halógenos no seu interior, os bulbos possuem ranhuras e sofrem pequenas
dilatações quando se expandem.
Se tocados, a gordura dos dedos pode se alojar nas ranhuras e ocasionar a fissura do quartzo durante a dilatação.
Fluorescentes
Existem dois tipos, compactas e tubulares. As compactas sugiram
recentemente para substituir as lâmpadas incandescentes comuns. Dentro,
ao invés de filamento, possuem um pó fluorescente. Sua grande vantagem é
a economia: duram até 20 vezes mais do que as incandescentes e
halógenas.
Os fabricantes vêm solucionando os principais problemas associados às
fluorescentes, como a sensação estroboscópica (o pisca-pisca, ou
intermitência da luz) e sua cor, que antigamente era branca e chapada,
mas modelos mais versáteis vêm apresentando imitação quase perfeita do
agradável amarelado das lâmpadas incandescentes.
Preste atenção: a maioria das fluorescentes não podem ser ligadas em
dimmers, os pequenos aparelhos que controlam a intensidade da lâmpada.
Dicroicas
Na verdade, não são lâmpadas. São refletores ao redor do bulbo das
lâmpadas. A confusão é comum porque boa parte das lâmpadas halógenas
atuais possuem o refletor. Dicroísmo (do grego dichronos, bicolor) é a
propriedade que alguns materiais têm de dividir um feixe de luz em dois
feixes de comprimentos de onda (cores) diferentes.
No caso, o refletor dicróico rebate a radiação infra-vermelha (ou seja, o
calor) para trás e reflete a radiação visível (a luz) para frente,
permitindo aproximar a lâmpada sem aquecer tanto o objeto iluminado. Por
isso, as lâmpadas dicróicas refletoras são especialmente indicadas para
iluminação de destaque e decorativa em residências, lojas, hotéis e
restaurantes.