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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Dicas para economizar com iluminação

Veja algumas dicas para economizar com iluminação:
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  • Ambiente pintado com cores claras, especialmente o teto, reflete melhor a luz e reduz os gastos com iluminação.
  • Em áreas coletivas, como corredores e escadas de prédios, use interruptores temporizados (minuteiras) ou sensores de presença para evitar que as lâmpadas fiquem acesas quando ninguém está no ambiente.
  • Em áreas externas, use fotocélula para acionar as lâmpadas. Isso vai evitar o acendimento delas quando a luz solar é suficiente.
  • Os dimmers são dispositivos que controlam a intensidade de luz emitida pelas lâmpadas economizando energia e ainda permite que você ajuste a luminosidade do ambiente.
  • Lâmpadas: há vários tipos de lâmpadas para uso doméstico, mas vamos falar sobre as mais econômicas como as fluorescentes compactas e as que usam a tecnologia de LEDs.



ECONOMIA E SUSTENTABILIDADE PARA UM CUSTO MENOR.

1. SE VOCÊ USA LÂMPADA INCANDESCENTE (BULBO):


Consumo: 60W (está gravado no bulbo)
Consumo real: 90W (na prática perde 50% da luz que é transformada só em calor)
Fluxo luminoso: 900 lumens
Vida útil: 1.000 horas
Preço: R$ 1,80
Eficiência luminosa: 10 lumens/Watt
Numa casa ecológica: não recomendada


Inventadas por Thomas Edison, são as mais antigas, mais baratas e mais usadas. Tem uma temperatura de cor quente e sua luz amarelada cria ambientes agradáveis e aconchegantes. Entretanto, são as que mais consomem energia e têm a menor vida útil. Lâmpadas incandescentes devem ser evitadas em uma casa ambientalmente correta. Procure restringir o uso delas aos locais de convívio íntimo. Não as use em corredores, ambientes externos, banheiros, garagens, depósitos, cozinhas e locais que podem receber uma iluminação mais fria. Metade da energia elétrica que consome transforma em calor. Daí o desperdício.



2. SE VOCÊ AINDA USA LÂMPADAS HALÓGENAS


Consumo: 50W
Fluxo luminoso: 900 lumens
Vida útil: 2.000 horas
Preço: R$ 7,00
Eficiência luminosa: 18 lumens/Watt
Numa casa ecológica: não recomendada


Introduzidas no mercado mais recentemente, produzem uma luz branca e brilhante, indicada para realçar objetos no ambiente. Por isso, são muito usadas no comércio em vitrines, mostruários, etc. Em casa, são usadas para fins decorativos como para dar destaque a objetos de decoração. Tem consumo relativo um pouco menor e são mais duráveis do que as incandescentes. Como regra geral, a casa ambiental não deve ter lâmpadas halógenas.
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3. SE VOCÊ USA AS CLÁSSICAS FLUORESCENTES TUBULARES


Fluorescentes tubulares
Consumo: 20 W
Fluxo luminoso: 1.000 lumens
Vida útil: 7.500 horas
Preço: R$15,00
Eficiência luminosa: 50 lumens/Watt
Numa casa ecológica: recomendada
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Muito usadas em escritórios, também podem ser usadas em casa. Sua temperatura de cor é fria e sua luz branca cria ambiente um tanto frio. Podem ser usadas em áreas como cozinha, copa, garagem, banheiro, corredor, etc. Não devem ser quebradas e seu descarte exige coleta especial porque utilizam mercúrio em sua fabricação. Para funcionar, precisa de reator e “starter”, o que representa um custo adicional na sua conta de luz. São lâmpadas de baixo consumo de energia se comparada com a incandescente ou a halógena, pois ainda perde em eficiência quando se leva em consideração o fato de que o reator+ignição consome algo perto de 30% a mais, ou seja, se estiver escrito no bulbo de vidro como sendo 40 watts, leve em consideração um acréscimo de 12 watts a mais ou que dá 52 watts de consumo nominal. Com vida útil às vezes grande, algo em torno de 7.000 horas, são indicadas para casas ecológicas.



4. SE VOCÊ USA AS COMPACTAS, JÁ PODE PENSAR EM ECONOMIA.


Fluorescentes compactas
Consumo: 15W
Fluxo luminoso: 900 lumens
Vida útil: 8.000 horas
Preço: R$10
Eficiência luminosa: 60 lumens/Watt
Numa casa ecológica: altamente recomendada

Mais recentes no mercado, são a evolução das lâmpadas de fluorescentes tubulares. Além da vida útil longa e do baixo consumo, os "compactos fluorescentes" apresentam outras vantagens: podem ser rosqueadas nos mesmos bocais das lâmpadas incandescentes, possuem reator e starter jáembutidos e, por serem compactas, se adaptam a uma variedade maior de luminárias.  Sua temperatura de cor é fria, com luz branca, mas também são ofertados modelos com temperatura de cor mais quente. A desvantagem delas ainda é o preço, bem mais alto que o das incandescentes. Quase cinco vezes mais. O investimento inicial maior, mas é compensado pela vida útil longa e pela economia de energia elétrica, se utilizada de forma correta, ou seja, não incorporar sensores de presença ou mesmo dispositivos como a célula fotoelétrica. Tudo isso pode acarretar uma perda da sua vida útil.. Em termos ecológicos, seu descarte ou quebra exigem coleta de resíduos especial por causa do mercúrio presente nos tubos, mas recomendadas para casas ecologicamente corretas, com algumas restrições.



5. A MODERNA ILUMINAÇÃO QUE ALIA BAIXO CONSUMO E SUSTENTABILIDADE: LEDs


Dicróica a led. Tubular a led.
Consumo : 1,5 W (para Dicróica) e 10 w (para uma tubular de 60 cm )
Fluxo luminoso: 300 lumens
Vida útil: 50.000 horas
Preço: R$25,00 (dicróica) e R$ 150,00 ( para uma tubular de 60 cm);
Eficiência luminosa: 200 lumens/Watt
Numa casa ecológica: altamente recomendada




A maioria das pessoas conhece LEDs somente como aquelas pequenas “luzinhas” encontradas nos diversos equipamentos eletrônicos de hoje. Atualmente, mais do que indicadores de “liga e desliga” nos celulares principalmente, as lâmpadas de LEDs já são realidades. As lâmpadas de LEDs representam a nova promessa da indústria para reduzir o consumo de energia com iluminação. Numa aplicação ainda mais sofisticada dos LEDs, vamos encontrar televisores de altíssima definição já à venda no mercado.

Como luminária, a aplicação desta tecnologia, tem alcançado nos últimos dois anos, extraordinários avanços: tanto no aperfeiçoamento tecnológico, quanto no preço. Embora ainda com preço acima das lâmpadas convencionais, quando calculadas olhando para o benefício, conclui-se que vale a pena. Senão vejamos:
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  • Sua durabilidade (algo como 11 anos de uso, usando a mesma por 12 horas. Um uso que chega a 50.000 horas de funcionamento), sem contar que elas proporcionam baixíssimo consumo de energia.
  • Seu consumo: como regra geral, uma economia que varia de 60 a 90% na conta de luz. Dependendo do tipo de lâmpada empregada para comparação.
  • Não gera calor, pois 95% da força da luz é destinada a geração da luz.
  • Não emite infra-vermelho nem ultra-violeta, não consumindo o oxigênio do ambiente, não degradando o ar que se respira num ambiente fechado.
  • Resistente a impactos mecânicos, pois o LED é um estado sólido. É uma “placa de silício”.
  • Instalações típicas, onde se consome luz de forma intensa (como escritórios e lojas), o resultado final tem demonstrado uma volta do investimento em torno de 18 meses do que foi investido. Seu uso atual é mais voltado para substituição das lâmpadas halógenas, das lâmpadas de gás pressurizado (mistas, vapor de mercúrio e de sódio, etc), todos pensando na economia que traz. Com a queda nos preço unitário, certamente acontecerá a popularização. A evolução da lei da oferta e procura destes últimos dois anos tem proporcionado a este mercado um crescimento em torno de 20% ao ano.

Certamente nos próximos 2 ou 3 anos, sua casa estará sendo iluminada por LEDS.

Dica:
Lighting Designer Terry Terrell

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Dicas para Iluminação residencial

 Iluminação residencial


Para aumentar a eficiência energética e a qualidade dos ambientes em uma residência, deve-se pensar na complementaridade entre a luz natural e artificial.

O projetista precisa considerar a integração entre os dois tipos de fonte de luz e, para isso, é fundamental o conhecimento básico tanto da luz natural quanto dos tipos de equipamentos de iluminação a serem utilizados na arquitetura.



No projeto de iluminação, uma de suas principais decisões é a definição dos sistemas artificial e natural. Cada componente desse sistemas (lâmpadas, luminárias, reatores, sistemas de controle, janela...) tem desempenho e qualidade diferentes, que depende do tipo de tecnologia empregada em sua fabricação.

A eficiência do sistema de iluminação artificial adotado no projeto depende do desempenho particular de todos elementos envolvido como da integração feita como sistema de iluminação natural.

Um projeto de iluminação deverá ser feito levando em consideração as dimensões do ambiente, bem como sua função, a idade média dos ocupantes do recinto (o nível de iluminação será maior quanto maior for a idade destes ocupantes) e a quantidade de horas que estas pessoas ficarão expostas à iluminação artificial.

A distribuição uniforme das luminárias é um fator importante. Quando o fluxo luminoso de fonte de alta luminosidade incide diretamente ao olhos, causa uma sensação de mau estar. Deve-se evitar fontes de luz de grande potência no ângulo de visão das pessoas (pode-se solucionar este problema elevando a luminária ou colocando colmeias e grades nas mesmas).

Escolher com critério os aparelhos de iluminação e o tipo de lâmpada que deva ser empregada, é de extrema importância num projeto de iluminação para que o ambiente não tenha suas cores deformadas e a decoração prejudicada.

Iluminação é parte de um projeto global. Ela define em muitos casos as características do ambiente: se ele é alegre ou triste, frio ou quente, social ou íntimo. A iluminação de cada ambiente deve ser principalmente projetada de acordo com sua função, valorizando sempre o conforto visual.

Cada ambiente da residência possui uma função específica, por isso vamos analisar o melhor tipo de iluminação artificial para cada um separadamente.

Hall de Entrada

Normalmente a intensidade de luz dentro dos elevadores e corredores dos edifícios é baixa, portanto evite usar muita iluminação no hall de entrada. Uma luz geral de baixa intensidade e um ou dois focos de lâmpada dicróica voltados para elementos de decoração é mais que suficiente, criando um clima agradável e acolhedor.

Sala de Estar

Evite abusar de lâmpadas halógenas e dicróicas, que devem ser usadas para destaque. A melhor opção é trabalhar com circuitos diferentes para acender a iluminação em várias etapas ou a utilização de "dimmers" (interruptores que regulam a intensidade da luz). Focos dirigidos sobre os sofás além de ofuscar os convidados, criam sombras incômodas no rosto das pessoas que estão sentadas, e ainda criam um clima impessoal de vitrine.

O ideal para uma sala de estar são lâmpadas difusas em abajures ou pedestais, podendo também utilizar luminárias de coluna com lâmpadas halógenas dirigidas para o teto. No caso do living com teto rebaixado, utilize luminárias direcionáveis dirigidas para os quadros ou objetos de decoração

Sala de Jantar

Mesas e bares se beneficiam de uma luz superior em sua direção, e uma lâmpada pendente com o bulbo de tungstênio emite um brilho quente e suave ideal para este ambiente. O ideal é manter uma distância de 60 a 80 cm entre a luminária e a mesa, pois se ela estiver muito baixa, a luz fica excessiva e acima desta distância, ofusca as pessoas que ali estão. Não deve-se utilizar lâmpadas halógenas ou incandescentes que projetam luz marcante e irradiam muito calor.

Cozinha

A cozinha é um ambiente de trabalho e a luz adequada é essencial para evitar dedos cortados no lugar de cebola. Lâmpadas embutidas no vão abaixo dos móveis da cozinha, como as halógenas, refletores e tubos fluorescentes, irão criar luz clara, brilhante e sem sombra. Lâmpadas de baixa reprodução de cores podem confundir e mascarar alimentos impróprios para o consumo. Fluorescentes são muitas vezes erroneamente consideradas como fora de moda, porém elas são ideais ao trabalho. Dormitório
A luz do quarto deve ser mais funcional do que romântica, porque muitas pessoas usam este ambiente como uma segunda sala de estar ou estudo, no qual trabalham, escrevem cartas, leem e descansam. O ponto de luz no centro do quarto vai, invariavelmente, ofuscar quem se deitar, além de projetar sombra de seu próprio corpo contra o guarda roupa e espelhos.

O ideal é distribuir iluminação por todo o aposento de acordo com sua utilização e seus hábitos pessoais. É interessante um "dimmer" para regular a luz na intensidade mais conveniente segundo a atividade a ser exercida. Também é importante uma luminária de cabeceira com luz suave para leitura ou para não ser ofuscado ao levantar no meio da noite.

No closet é melhor luzes de todos os lados do que sobre a cabeça para evitar as sombras. É interessante por luzes dentro do guarda-roupa para ajudar na escolha do que se vai vestir, e um dispositivo semelhante ao da geladeira tornaria tudo mais prático.

Banheiro

Água e eletricidade são uma combinação perigosa, e qualquer manejo na parte elétrica deste cômodo deveria ser feito por um profissional, usando lâmpadas, aparelhos e bulbos especialmente projetados para lugares úmidos.

Há arquitetos radicais que dizem que a luz deveria ser operada por uma corda de puxar, como em alguns ventiladores, ou de fora do banheiro. Mas lâmpadas de baixa voltagem podem ser usadas com segurança se os bulbos forem lacrados para proteção contra vapor e condensação.

O banheiro é um lugar para relaxar depois de um dia de trabalho, por isso a luz deve ser tênue. Luz pendente pode ser excessiva e provocar muitas sombras, por isso crie luz por todos os lados através de luzes de parede. Coloque-as acima da altura dos olhos para promover uma iluminação mais agradável.

O espelho do banheiro requer um cuidado especial, pois é nele que as pessoas irão fazer a barba, passar maquiagem, etc. Uma boa dica é usar lâmpadas de tungstênio em volta do espelho como nos camarins, porque ela projeta uma luz mais quente na face, evitando o efeito depreciativo associado a banheiros de restaurantes e bares.



Fonte:www.arq.ufsc.br